quinta-feira, 15 de março de 2012

Ah o passado!!

O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. Fernando Pessoa


Se fosse tão fácil entender o passado, hoje eu não teria tantos apegos, virar paginas se fosse tão fácil igual de um livro. As vezes é mais fácil ficar preso no passado, pois, já está escrito as paginas do seu livro da vida, porque olhamos para o futuro vemos paginas em branco ou ate mesmo paginas já escritas bem de leve, mas vem uma borracha e apaga.
E difícil mesmo viver pensando o que será de nós, e mais difícil ainda é viver comparando com o passado.

O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores; o presente, sempre pior. Willian Shakespeare






quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A psicanálise e o amor

Descobri uma entrevista muito interessante falando sobre o maior dos sentimentos, o amor!

Psychologies: A psicanálise ensina alguma coisa sobre o amor?

Jacques-Alain Miller: Muito, pois é uma experiência cuja fonte é o amor. Trata-se desse amor automático, e freqüentemente inconsciente, que o analisando dirige ao analista e que se chama transferência. É um amor fictício, mas é do mesmo estofo que o amor verdadeiro. Ele atualiza sua mecânica: o amor se dirige àquele que a senhora pensa que conhece sua verdade verdadeira. Porém, o amor permite imaginar que essa verdade será amável, agradável, enquanto ela é, de fato, difícil de suportar.

P.: Então, o que é amar verdadeiramente?

J-A Miller: Amar verdadeiramente alguém é acreditar que, ao amá-lo, se alcançará a uma verdade sobre si. Ama-se aquele ou aquela que conserva a resposta, ou uma resposta, à nossa questão "Quem sou eu?".

P.: Por que alguns sabem amar e outros não?

J-A Miller: Alguns sabem provocar o amor no outro, os serial lovers - se posso dizer - homens e mulheres. Eles sabem quais botões apertar para se fazer amar. Porém, não necessariamente amam, mais brincam de gato e rato com suas presas. Para amar, é necessário confessar sua falta e reconhecer que se tem necessidade do outro, que ele lhe falta. Os que crêem ser completos sozinhos, ou querem ser, não sabem amar. E, às vezes, o constatam dolorosamente. Manipulam, mexem os pauzinhos, mas do amor não conhecem nem o risco, nem as delícias.

P.: "Ser completo sozinho”: só um homem pode acreditar nisso...

J-A Miller: Acertou! "Amar, dizia Lacan, é dar o que não se tem". O que quer dizer: amar é reconhecer sua falta e doá-la ao outro, colocá-la no outro. Não é dar o que se possui, os bens, os presentes: é dar algo que não se possui, que vai além de si mesmo. Para isso, é preciso se assegurar de sua falta, de sua "castração", como dizia Freud. E isso é essencialmente feminino. Só se ama verdadeiramente a partir de uma posição feminina. Amar feminiza. É por isso que o amor é sempre um pouco cômico em um homem. Porém, se ele se deixa intimidar pelo ridículo, é que, na realidade, não está seguro de sua virilidade.

P.: Amar seria mais difícil para os homens?

J-A Miller: Ah, sim! Mesmo um homem enamorado tem retornos de orgulho, assaltos de agressividade contra o objeto de seu amor, porque esse amor o coloca na posição de incompletude, de dependência. É por isso que pode desejar as mulheres que não ama, a fim de reencontrar a posição viril que coloca em suspensão quando ama. Esse princípio Freud denominou a "degradação da vida amorosa" no homem: a cisão do amor e do desejo sexual.

P.: E nas mulheres?


J-A Miller: É menos habitual. No caso mais freqüente há desdobramento do parceiro masculino. De um lado, está o amante que as faz gozar e que elas desejam, porém, há também o homem do amor, feminizado, funcionalmente castrado. Entretanto, não é a anatomia que comanda: existem as mulheres que adotam uma posição masculina. E cada vez mais. Um homem para o amor, em casa; e homens para o gozo, encontrados na Internet, na rua, no trem...

P.: Por que "cada vez mais"?

J-A Miller: Os estereótipos socioculturais da feminilidade e da virilidade estão em plena mutação. Os homens são convidados a acolher suas emoções, a amar, a se feminizar; as mulheres, elas, conhecem ao contrário um certo “empuxo-ao-homem”: em nome da igualdade jurídica são conduzidas a repetir “eu também”. Ao mesmo tempo, os homossexuais reivindicam os direitos e os símbolos dos héteros, como casamento e filiação. Donde uma grande instabilidade dos papéis, uma fluidez generalizada do teatro do amor, que contrasta com a fixidez de antigamente. O amor se torna “líquido”, constata o sociólogo Zygmunt Bauman (1). Cada um é levado a inventar seu próprio “estilo de vida” e a assumir seu modo de gozar e de amar. Os cenários tradicionais caem em lento desuso. A pressão social para neles se conformar não desapareceu, mas está em baixa.

P.: “O amor é sempre recíproco”, dizia Lacan. Isso ainda é verdade no contexto atual? O que significa?


J-A Miller: Repete-se esta frase sem compreendê-la ou compreendendo- a mal. Ela não quer dizer que é suficiente amar alguém para que ele vos ame. Isso seria absurdo. Quer dizer: “Se eu te amo é que tu és amável. Sou eu que amo, mas tu, tu também estás envolvido, porque há em ti alguma coisa que me faz te amar. É recíproco porque existe um vai-e-vem: o amor que tenho por ti é efeito do retorno da causa do amor que tu és para mim. Portanto, tu não estás aí à toa. Meu amor por ti não é só assunto meu, mas teu também. Meu amor diz alguma coisa de ti que talvez tu mesmo não conheças”. Isso não assegura, de forma alguma, que ao amor de um responderá o amor do outro: isso, quando isso se produz, é sempre da ordem do milagre, não é calculável por antecipação.

P.: Não se encontra seu ‘cada um’, sua ‘cada uma’ por acaso. Por que ele? Por que ela?

J-A Miller: Existe o que Freud chamou de Liebesbedingung, a condição do amor, a causa do desejo. É um traço particular – ou um conjunto de traços – que tem para cada um função determinante na escolha amorosa. Isto escapa totalmente às neurociências, porque é próprio de cada um, tem a ver com sua história singular e íntima. Traços às vezes ínfimos estão em jogo. Freud, por exemplo, assinalou como causa do desejo em um de seus pacientes um brilho de luz no nariz de uma mulher!

P.: É difícil acreditar em um amor fundado nesses elementos sem valor, nessas baboseiras!

J-A Miller: A realidade do inconsciente ultrapassa a ficção. A senhora não tem idéia de tudo o que está fundado, na vida humana, e especialmente no amor, em bagatelas, em cabeças de alfinete, os “divinos detalhes”. É verdade que, sobretudo no macho, se encontram tais causas do desejo, que são como fetiches cuja presença é indispensável para desencadear o processo amoroso. As particularidades miúdas, que relembram o pai, a mãe, o irmão, a irmã, tal personagem da infância, também têm seu papel na escolha amorosa das mulheres. Porém, a forma feminina do amor é, de preferência, mais erotômana que fetichista : elas querem ser amadas, e o interesse, o amor que alguém lhes manifesta, ou que elas supõem no outro, é sempre uma condição sine qua non para desencadear seu amor, ou, pelo menos, seu consentimento. O fenômeno é a base da corte masculina.

P.: O senhor atribui algum papel às fantasias?

J-A Miller: Nas mulheres, quer sejam conscientes ou inconscientes, são mais determinantes para a posição de gozo do que para a escolha amorosa. E é o inverso para os homens. Por exemplo, acontece de uma mulher só conseguir obter o gozo – o orgasmo, digamos – com a condição de se imaginar, durante o próprio ato, sendo batida, violada, ou de ser uma outra mulher, ou ainda de estar ausente, em outro lugar.

P.: E a fantasia masculina?

J-A Miller: Está bem evidente no amor à primeira vista. O exemplo clássico, comentado por Lacan, é, no romance de Goethe (2), a súbita paixão do jovem Werther por Charlotte, no momento em que a vê pela primeira vez, alimentando ao numeroso grupo de crianças que a rodeiam. Há aqui a qualidade maternal da mulher que desencadeia o amor. Outro exemplo, retirado de minha prática, é este: um patrão qüinquagenário recebe candidatas a um posto de secretária. Uma jovem mulher de 20 anos se apresenta; ele lhe declara de imediato seu fogo. Pergunta-se o que o tomou, entra em análise. Lá, descobre o desencadeante: ele havia nela reencontrado os traços que evocavam o que ele próprio era quando tinha 20 anos, quando se apresentou ao seu primeiro emprego. Ele estava, de alguma forma, caído de amores por ele mesmo. Reencontra-se nesses dois exemplos, as duas vertentes distinguidas por Freud: ama-se ou a pessoa que protege, aqui a mãe, ou a uma imagem narcísica de si mesmo.

P.: Tem-se a impressão de que somos marionetes!

J-A Miller: Não, entre tal homem e tal mulher, nada está escrito por antecipação, não há bússola, nem proporção pré-estabelecida. Seu encontro não é programado como o do espermatozóide e do óvulo; nada a ver também com os genes. Os homens e as mulheres falam, vivem num mundo de discurso, e isso é determinante. As modalidades do amor são ultra-sensíveis à cultura ambiente. Cada civilização se distingue pela maneira como estrutura a relação entre os sexos. Ora, acontece que no Ocidente, em nossas sociedades ao mesmo tempo liberais, mercadológicas e jurídicas, o “múltiplo” está passando a destronar o “um”. O modelo ideal do “grande amor de toda a vida” cede, pouco a pouco, terreno para o speed dating, o speed loving e toda floração de cenários amorosos alternativos, sucessivos, inclusive simultâneos.

P.: E o amor no tempo, em sua duração? Na eternidade?

J-A Miller: Dizia Balzac: “Toda paixão que não se acredita eterna é repugnante” (3). Entretanto, pode o laço se manter por toda a vida no registro da paixão? Quanto mais um homem se consagra a uma só mulher, mais ela tende a ter para ele uma significação maternal: quanto mais sublime e intocada, mais amada. São os homossexuais casados que melhor desenvolvem esse culto à mulher: Aragão canta seu amor por Elsa; assim que ela morre, bom dia rapazes! E quando uma mulher se agarra a um só homem, ela o castra. Portanto, o caminho é estreito. O melhor caminho do amor conjugal é a amizade, dizia, de fato, Aristóteles.

P.: O problema é que os homens dizem não compreender o que querem as mulheres; e as mulheres, o que os homens esperam delas...

J-A Miller: Sim. O que faz objeção à solução aristotélica é que o diálogo de um sexo ao outro é impossível, suspirava Lacan. Os amantes estão, de fato, condenados a aprender indefinidamente a língua do outro, tateando, buscando as chaves, sempre revogáveis. O amor é um labirinto de mal entendidos onde a saída não existe.

(Psychologies Magazine, outubro 2008, n° 278 - Entrevista realizada por Hanna Waar)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Descobri uma coisa... Cachorro ...

Achei tudooo...
principalmente pra quem tem um animal de estimação ou ja teve algum dia e sabe o quão importante é ter um amigo desses ao lado…

sábado, 28 de janeiro de 2012


Para a nossa alegria que somos fãs de LOS HERMANOS, a volta deles em 2012 está nos deixando com ansiedade e desespero hahaha² (pelo menos eu estou).

Sou apaixonada por Los...
A turnê que passará por onze cidades chega à Belo Horizonte no dia 19, 20 e ANUNCIADA UMA SESSÃO EXTRA NO DIA 21 de maio, no Chevrolet Hall, e promete matar a saud
ade do público em show comemorativo aos 15 anos do início do grupo. As vendas de ingresso já se esgotaram, Graças a Deus eu ja tenho o meu. hhhe²

Vinte ingressos por minuto. Essa foi a média registrada ontem para a venda das entradas para o show do Los Hermanos, em 19 e 20 de maio, no Chevrolet Hall (a lotação da casa é de 5,5 mil pessoas). Quatro meses e três dias antes das duas Apresentações em Belo Horizonte, o quarteto carioca, que retorna em abril para uma turnê comemorativa de 15 anos de carreira, provocou uma procura enorme pelos ingressos. A venda teve início à 0h de segunda-feira pelo site Tickets for Fun. Como cada cadastrado poderia comprar até oito convites (R$ 100 a inteira no primeiro lote e R$ 120 a inteira no segundo), em poucas horas a noite de estreia, um sábado, esgotou seus ingressos. A bilheteria do Chevrolet Hall só começou a vender ao meia-dia desta segunda e por volta das 20h, as entradas para os dois dias já haviam acabado, tanto nos postos físicos de venda como na internet.

Com o grande número de acessos, o site não conseguiu suprir toda a demanda. Resultado: filas enormes desde o início da manhã de ontem, na porta do Chevrolet Hall, onde só foram vendidos ingressos para o segundo show. “Estou meio indignada porque queria comprar para os dois dias e não posso”, afirmou Débora Costa, de 18 anos, que havia chegado ao ginásio às 5h, pois não havia conseguido comprar pela internet. Produtora dos shows em BH, a Malab suspendeu a venda on-line no final da manhã para tentar atender o público que estava no Chevrolet Hall. Roseane Marques, de 26 anos, foi outra que não conseguiu realizar a compra on-line e teve que ir para a fila. “É assustadora”, disse ela.

Em sua página no Facebook, o Chevrolet Hall afirmou que “a venda de ingressos de todos os eventos sempre foi feita simultaneamente pela bilheteria e pelo Tickets For Fun. Vale lembrar que a venda via internet se inicia à 0h. Portanto, quem se antecipa e usa esse meio sai na frente. No caso do show do Los Hermanos, a demanda por ingressos é bastante alta, como pôde ser percebido desde a confirmação das datas, no início do mês. Não era o caso de reservarmos parte dos ingressos exclusivamente para venda na bilheteria, pois não é uma prática do Chevrolet Hall beneficiar um ou outro meio de venda de ingressos.”

idas e vindas do Los -> Desde que o Los Hermanos anunciou seu recesso por tempo indeterminado, em junho de 2007, a banda já se reuniu em três ocasiões. Houve shows no Rio e em São Paulo, em março de 2009, quando o grupo abriu para o Radiohead. Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Rodrigo Barba e Bruno Medina voltaram a se reunir em turnê em 2010, quando passaram por Fortaleza, Salvador e Recife. No final daquele mesmo ano, tocaram no festival SWU, no interior de São Paulo.

Uma palinha para vocês sentirem o gostinho de maio em janeiro hahaha²








Chega LOGO PELO AMORRR DE DEUUUUSSSS Oo



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Minha Jóia que mais amo

Minha Jóia

♥ Caminharemos lado a lado
Uma questão de afinidade
Música, dança, tempero e sabor
Afeto, amparo, carinho e calor
E uma faísca desse amor
Abrasará o coração
É a alma quem canta
É a alma que encanta
Minha criança, minha jóia
Minha vida, meu amor
Minha criança, minha jóia
Minha vida, meu amor ♥

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Passion Pit - The Reeling

O cambaleio

Nós cavamos estes buracos onde engatinhamos e agora eles são nossas casas
Agora aqui eu não posso sentir o vento, não posso sentir a chuva, oh não..
E eu acredito e harmonia gentil
bem como eu detesto toda essa obscenidade
Este é o jeito que minha vida se tornou?
Tenho eu uma única oportunidade?

Olhe para mim, Oh olhe para mim este é o jeito que sempre serei?
Oh não, Oh não
Agora eu rezo para que alguém venha rapidamente e me sequestre
Oh não, Oh não
Todo dia eu fico acordado e rezo a Deus para que hoje seja 'O Dia'
Oh não, Oh não
Aqui estou Oh aqui estou Oh quando alguém irá entender?
Oh não, Oh não

E tudo de uma vez eu sinto isso, Oh como isso gruda em mim
Me cambaleia e me chama para isso, confundindo o destino
E eu consigo sentir a loucura metro por metro
Quanto mais corro mais estou convencido
Uma cor como todas dentre o tênue movimento dos galhos
Como uma cela na nevoeiro da poeira

Olhe para mim, Oh olhe para mim este é o jeito que sempre serei?
Oh não, Oh não
Agora eu rezo para que alguém venha rapidamente e me sequestre
Oh não, Oh não
Todo dia eu fico acordado e rezo a Deus para que hoje seja 'O Dia'
Oh não, Oh não
Aqui estou Oh aqui estou Oh quando alguém irá entender?
Oh não, Oh não

Olhe para mim, Oh olhe para mim este é o jeito que sempre serei?
Oh não, Oh não
Agora eu rezo para que alguém venha rapidamente e me sequestre
Oh não, Oh não
Todo dia eu fico acordado e rezo a Deus para que hoje seja 'O Dia'
Oh não, Oh não
Aqui estou Oh aqui estou Oh quando alguém irá entender?
Oh não, Oh não

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Banda UÓ - O Gosto Amargo do Perfume

Hoje de manhã quando acordei
Senti a falta sua ao meu lado sobre o cobertor
Esperei sentado a noite toda
Por que me castigas todo dia com esse falso amor

O gosto amargo do perfume dele
Quando beijo seu pescoço
Já não sai de mim
Onde quer que eu for
Eu vou pra aparelhagem
Te tirar da sacanagem
Disso tudo eu quero por um fim
Não aguento essa dor

Pro eletrobrega te levei
Fui eu que te joguei nas garras desse mundo sem pudor
Vi você dançando com o DJ
Naquela espaçonave que era cheia de computador

Eu digo que acabou
Chegando em casa
Te
arranco o couro com um pedaço de bambu
Diz que tu não me trai
Já não aguento mais
Eu te digo sua piranha
Sem vergonha vai tomar no cu
Eu sei que você vai




Esse post é pra mais um que pegou meu vício da banda Uó haha² Nandaum Zica (meu amorzim)