quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ministério de Artes Revolucionéri - Paixão de Cristo




Vigília da sexta feira da paixão, em Bom Sucesso MG...
Teatro do Ministério de Arte Revolucionéri ...
Foi emocionante, uma Vigília que tocou os corações de quem estava presente...


clique qui para ver o video -> Revolucionéri - Vigilia De sexta feira da paixao


Em Breve outros trabalhos do Revolucionéri =)

Beeejo meus zamores

domingo, 4 de novembro de 2012

“Mustache”/”Moustache” Bigadinho

Muita gnt usa, gosta, acha bonitinho, mais nem sabe o que é neah...

A febre “Mustache”/”Moustache”, que significa bigode, veio de um movimento organizado na Austrália em que um grupo de amigos estava conversando sobre as tendências do passado, entre elas o bigode, e dessa brincadeira acabou surgindo a organização Movember (mistura de “mo” de moustache e “member” de november) Foundation que luta contra o câncer de próstata, incentivando os homens a usar preservativos e cuidar da saúde. Uma forma de “participar” da campanha é adotar o uso do bigode, caso seja homem, ou usar acessórios e peças que tenham esse elemento desenhado ou aplicado, no caso das mulheres ou homens que não curtam deixar o bigode crescer.

Para saber mais -> http://us.movember.com/



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Paulo Coelho

Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Paixão Proibida


... um assunto meio polemico e difícil de lidar
É um ter, ao mesmo tempo não ter.
É sentir e ao mesmo tempo não sentir.
É uma paixão excitante, e fogosa, mais você não tem ela ao mesmo tempo que você tem.
Promessas feitas, talvez podem virem a ser cumpridas, mas o gosto do proibido é gostoso, mais ao mesmo tempo é amargo.
O proibido é gostoso, é prazeroso , porque você não pode ter o que não é seu, e também fazer as coisas que não poderia estar fazendo. Mas quanto mais você faz, mais você quer fazer.
Essa paixão fere como qualquer paixão normal. Mais a paixão proibida ela é muito fantasiosa e prazerosa, como já havia dito antes.
Vamos logo ao que nós interessam: o porque de existir essa paixão proibida...
Ela pode surgir de uma carência, de um simples querer ter ou ao menos querer ter aquilo que você não tem com o seu parceiro(a) atual.
Mas tem um inimigo numero um que pode a vim a nos privar de fazer essas loucuras dessa paixão, esse inimigo chama-se MEDO...
Medo de perder o que você já tem, medo de ficar com a consciência pesas ou culposa.
Mas se você realmente quer essa paixão, você tem de em fretar esse medo que te puni de viver o que você quer.
A ansiedade bate tão forte na nossa porta que nos fazer querer ficar cada vez mais perto dessa pessoa proibida, a ansiedade contribui para que a coragem aja de uma forma que faz o medo ficar um pouco de lado.
O frio na barriga, as borboletas no estomago é uma sensação tão gostosa e satisfatória para o nosso corpo.
Você sem querer, fica conectado com essa paixão proibida 24horas por dia, esperando um alo, um telefonema ou ao menos um email.
Mas essas paixão podem vim a destruir um coração da pessoa que esta realmente com você, porque você quer viver uma aventura, mas você tem quem zelar e cuidar, é aquela pessoa que esta do teu lado ali todos os dias e horas para te ajudar, mais o coração é um leva e trás que você começa a não dar mais valor na pessoa, e fica pensando só na paixão que você não tem, você fica comparando uma a outra e não acha na sua atual o que voecê quer, e na sua paixão tem tudo que você não tem... ai você fica em uma solidão que só você irá entender e mais ninguém...
É muito difícil ter uma paixão proibida quando você já se tem alguém.
É difícil não poder ser dono de si mesmo e fazer o que se tem vontade e necessidade,  por se estar preso a um compromisso do qual a gente não  pode simplesmente se desvencilhar, porque existem muitos outros fatores a serem considerados e não se pode ser tão egoísta e pensar só no bem estar da gente...
Mas em fim,
A paixão proibido é isso, tem sabor diferente, mexe com a essência da gente, tudo fica mais excitante, o coração bate mais forte, o rosto cora, bate um friozinho, onde não há quem suporte a mistura de medo e paixão. Os sentimentos parecem que vão saltar pelos olhos e as palavras se entrecortam na boca. Com tudo isso, o medo de que o mundo inteiro venha descobrir dessa paixão.

Contribuições do tema Luan Teodoro @luanteodoro1

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ah o passado!!

O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. Fernando Pessoa


Se fosse tão fácil entender o passado, hoje eu não teria tantos apegos, virar paginas se fosse tão fácil igual de um livro. As vezes é mais fácil ficar preso no passado, pois, já está escrito as paginas do seu livro da vida, porque olhamos para o futuro vemos paginas em branco ou ate mesmo paginas já escritas bem de leve, mas vem uma borracha e apaga.
E difícil mesmo viver pensando o que será de nós, e mais difícil ainda é viver comparando com o passado.

O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores; o presente, sempre pior. Willian Shakespeare






quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A psicanálise e o amor

Descobri uma entrevista muito interessante falando sobre o maior dos sentimentos, o amor!

Psychologies: A psicanálise ensina alguma coisa sobre o amor?

Jacques-Alain Miller: Muito, pois é uma experiência cuja fonte é o amor. Trata-se desse amor automático, e freqüentemente inconsciente, que o analisando dirige ao analista e que se chama transferência. É um amor fictício, mas é do mesmo estofo que o amor verdadeiro. Ele atualiza sua mecânica: o amor se dirige àquele que a senhora pensa que conhece sua verdade verdadeira. Porém, o amor permite imaginar que essa verdade será amável, agradável, enquanto ela é, de fato, difícil de suportar.

P.: Então, o que é amar verdadeiramente?

J-A Miller: Amar verdadeiramente alguém é acreditar que, ao amá-lo, se alcançará a uma verdade sobre si. Ama-se aquele ou aquela que conserva a resposta, ou uma resposta, à nossa questão "Quem sou eu?".

P.: Por que alguns sabem amar e outros não?

J-A Miller: Alguns sabem provocar o amor no outro, os serial lovers - se posso dizer - homens e mulheres. Eles sabem quais botões apertar para se fazer amar. Porém, não necessariamente amam, mais brincam de gato e rato com suas presas. Para amar, é necessário confessar sua falta e reconhecer que se tem necessidade do outro, que ele lhe falta. Os que crêem ser completos sozinhos, ou querem ser, não sabem amar. E, às vezes, o constatam dolorosamente. Manipulam, mexem os pauzinhos, mas do amor não conhecem nem o risco, nem as delícias.

P.: "Ser completo sozinho”: só um homem pode acreditar nisso...

J-A Miller: Acertou! "Amar, dizia Lacan, é dar o que não se tem". O que quer dizer: amar é reconhecer sua falta e doá-la ao outro, colocá-la no outro. Não é dar o que se possui, os bens, os presentes: é dar algo que não se possui, que vai além de si mesmo. Para isso, é preciso se assegurar de sua falta, de sua "castração", como dizia Freud. E isso é essencialmente feminino. Só se ama verdadeiramente a partir de uma posição feminina. Amar feminiza. É por isso que o amor é sempre um pouco cômico em um homem. Porém, se ele se deixa intimidar pelo ridículo, é que, na realidade, não está seguro de sua virilidade.

P.: Amar seria mais difícil para os homens?

J-A Miller: Ah, sim! Mesmo um homem enamorado tem retornos de orgulho, assaltos de agressividade contra o objeto de seu amor, porque esse amor o coloca na posição de incompletude, de dependência. É por isso que pode desejar as mulheres que não ama, a fim de reencontrar a posição viril que coloca em suspensão quando ama. Esse princípio Freud denominou a "degradação da vida amorosa" no homem: a cisão do amor e do desejo sexual.

P.: E nas mulheres?


J-A Miller: É menos habitual. No caso mais freqüente há desdobramento do parceiro masculino. De um lado, está o amante que as faz gozar e que elas desejam, porém, há também o homem do amor, feminizado, funcionalmente castrado. Entretanto, não é a anatomia que comanda: existem as mulheres que adotam uma posição masculina. E cada vez mais. Um homem para o amor, em casa; e homens para o gozo, encontrados na Internet, na rua, no trem...

P.: Por que "cada vez mais"?

J-A Miller: Os estereótipos socioculturais da feminilidade e da virilidade estão em plena mutação. Os homens são convidados a acolher suas emoções, a amar, a se feminizar; as mulheres, elas, conhecem ao contrário um certo “empuxo-ao-homem”: em nome da igualdade jurídica são conduzidas a repetir “eu também”. Ao mesmo tempo, os homossexuais reivindicam os direitos e os símbolos dos héteros, como casamento e filiação. Donde uma grande instabilidade dos papéis, uma fluidez generalizada do teatro do amor, que contrasta com a fixidez de antigamente. O amor se torna “líquido”, constata o sociólogo Zygmunt Bauman (1). Cada um é levado a inventar seu próprio “estilo de vida” e a assumir seu modo de gozar e de amar. Os cenários tradicionais caem em lento desuso. A pressão social para neles se conformar não desapareceu, mas está em baixa.

P.: “O amor é sempre recíproco”, dizia Lacan. Isso ainda é verdade no contexto atual? O que significa?


J-A Miller: Repete-se esta frase sem compreendê-la ou compreendendo- a mal. Ela não quer dizer que é suficiente amar alguém para que ele vos ame. Isso seria absurdo. Quer dizer: “Se eu te amo é que tu és amável. Sou eu que amo, mas tu, tu também estás envolvido, porque há em ti alguma coisa que me faz te amar. É recíproco porque existe um vai-e-vem: o amor que tenho por ti é efeito do retorno da causa do amor que tu és para mim. Portanto, tu não estás aí à toa. Meu amor por ti não é só assunto meu, mas teu também. Meu amor diz alguma coisa de ti que talvez tu mesmo não conheças”. Isso não assegura, de forma alguma, que ao amor de um responderá o amor do outro: isso, quando isso se produz, é sempre da ordem do milagre, não é calculável por antecipação.

P.: Não se encontra seu ‘cada um’, sua ‘cada uma’ por acaso. Por que ele? Por que ela?

J-A Miller: Existe o que Freud chamou de Liebesbedingung, a condição do amor, a causa do desejo. É um traço particular – ou um conjunto de traços – que tem para cada um função determinante na escolha amorosa. Isto escapa totalmente às neurociências, porque é próprio de cada um, tem a ver com sua história singular e íntima. Traços às vezes ínfimos estão em jogo. Freud, por exemplo, assinalou como causa do desejo em um de seus pacientes um brilho de luz no nariz de uma mulher!

P.: É difícil acreditar em um amor fundado nesses elementos sem valor, nessas baboseiras!

J-A Miller: A realidade do inconsciente ultrapassa a ficção. A senhora não tem idéia de tudo o que está fundado, na vida humana, e especialmente no amor, em bagatelas, em cabeças de alfinete, os “divinos detalhes”. É verdade que, sobretudo no macho, se encontram tais causas do desejo, que são como fetiches cuja presença é indispensável para desencadear o processo amoroso. As particularidades miúdas, que relembram o pai, a mãe, o irmão, a irmã, tal personagem da infância, também têm seu papel na escolha amorosa das mulheres. Porém, a forma feminina do amor é, de preferência, mais erotômana que fetichista : elas querem ser amadas, e o interesse, o amor que alguém lhes manifesta, ou que elas supõem no outro, é sempre uma condição sine qua non para desencadear seu amor, ou, pelo menos, seu consentimento. O fenômeno é a base da corte masculina.

P.: O senhor atribui algum papel às fantasias?

J-A Miller: Nas mulheres, quer sejam conscientes ou inconscientes, são mais determinantes para a posição de gozo do que para a escolha amorosa. E é o inverso para os homens. Por exemplo, acontece de uma mulher só conseguir obter o gozo – o orgasmo, digamos – com a condição de se imaginar, durante o próprio ato, sendo batida, violada, ou de ser uma outra mulher, ou ainda de estar ausente, em outro lugar.

P.: E a fantasia masculina?

J-A Miller: Está bem evidente no amor à primeira vista. O exemplo clássico, comentado por Lacan, é, no romance de Goethe (2), a súbita paixão do jovem Werther por Charlotte, no momento em que a vê pela primeira vez, alimentando ao numeroso grupo de crianças que a rodeiam. Há aqui a qualidade maternal da mulher que desencadeia o amor. Outro exemplo, retirado de minha prática, é este: um patrão qüinquagenário recebe candidatas a um posto de secretária. Uma jovem mulher de 20 anos se apresenta; ele lhe declara de imediato seu fogo. Pergunta-se o que o tomou, entra em análise. Lá, descobre o desencadeante: ele havia nela reencontrado os traços que evocavam o que ele próprio era quando tinha 20 anos, quando se apresentou ao seu primeiro emprego. Ele estava, de alguma forma, caído de amores por ele mesmo. Reencontra-se nesses dois exemplos, as duas vertentes distinguidas por Freud: ama-se ou a pessoa que protege, aqui a mãe, ou a uma imagem narcísica de si mesmo.

P.: Tem-se a impressão de que somos marionetes!

J-A Miller: Não, entre tal homem e tal mulher, nada está escrito por antecipação, não há bússola, nem proporção pré-estabelecida. Seu encontro não é programado como o do espermatozóide e do óvulo; nada a ver também com os genes. Os homens e as mulheres falam, vivem num mundo de discurso, e isso é determinante. As modalidades do amor são ultra-sensíveis à cultura ambiente. Cada civilização se distingue pela maneira como estrutura a relação entre os sexos. Ora, acontece que no Ocidente, em nossas sociedades ao mesmo tempo liberais, mercadológicas e jurídicas, o “múltiplo” está passando a destronar o “um”. O modelo ideal do “grande amor de toda a vida” cede, pouco a pouco, terreno para o speed dating, o speed loving e toda floração de cenários amorosos alternativos, sucessivos, inclusive simultâneos.

P.: E o amor no tempo, em sua duração? Na eternidade?

J-A Miller: Dizia Balzac: “Toda paixão que não se acredita eterna é repugnante” (3). Entretanto, pode o laço se manter por toda a vida no registro da paixão? Quanto mais um homem se consagra a uma só mulher, mais ela tende a ter para ele uma significação maternal: quanto mais sublime e intocada, mais amada. São os homossexuais casados que melhor desenvolvem esse culto à mulher: Aragão canta seu amor por Elsa; assim que ela morre, bom dia rapazes! E quando uma mulher se agarra a um só homem, ela o castra. Portanto, o caminho é estreito. O melhor caminho do amor conjugal é a amizade, dizia, de fato, Aristóteles.

P.: O problema é que os homens dizem não compreender o que querem as mulheres; e as mulheres, o que os homens esperam delas...

J-A Miller: Sim. O que faz objeção à solução aristotélica é que o diálogo de um sexo ao outro é impossível, suspirava Lacan. Os amantes estão, de fato, condenados a aprender indefinidamente a língua do outro, tateando, buscando as chaves, sempre revogáveis. O amor é um labirinto de mal entendidos onde a saída não existe.

(Psychologies Magazine, outubro 2008, n° 278 - Entrevista realizada por Hanna Waar)